sábado, agosto 27, 2011

Além II: O Salto


.Pediram para eu continuar , pois ai vai a segunda parte.

.."Voando pelo ar em queda livre, ela não poderia esta mais satisfeita do que naquela sensação de vazio, e perguntando-se se gostaria mesmo de encontrar o outro lado. Nem se tocou de que o pára-quedas havia sido acionado, sem nunca ter chegado perto de um até aquele momento não seria louca de “pular” sozinha. Fábio a parte, a dor era grande, mas não algo que justificasse um suicídio real e impulsivo, começava a cair em si. Ela jamais se perdoaria por contrariar o que ele havia lhe dito por ultimo “seja feliz”. Não, a quase morte seria um salto.
- Pronto, agora poderemos apreciar um pouco mais a vista daqui de cima – Foi à voz do instrutor de salto duplo bem perto a sua nuca.
Proximidade, frio na barriga e arrepios para depois, a vista era mesmo linda, e daqui mais alguns minutos pousarão na praia do mar, foi o que ela conseguiu raciocinar entre o turbilhão de emoções em que se encontrava.
- Realmente, é linda – E ficou sem entender aquele efeito sobrepondo-se ao primeiro que a roubava de si, e agora surgia mais esse com a força de devolvê-la ainda mais a vida. Ah meu Deus!"

P.s: A 1ª está aqui: Além.

Bjos queridos(as) e se cuidem. Espero que tenha ficado bom..

terça-feira, agosto 23, 2011

Inferno


“Eu não tenho certeza das coisas que digo, das que quero fazer e das quais pago para não sentir. Talvez eu não faça idéia de nada, e viva pela vida sem ter noção de coisa nenhuma.
O que eu tenho é uma folha de papel, das qual eu chamo de única e sincera amiga, pois a ela posso contar todos os mais estranhos e assombrosos segredos, tendo plena certeza de que sua boca jamais se abrirá.
E olho para o ontem com a sensação de que posso ter me perdido entre os meus pensamentos mais sórdidos, os quais me levaram toda a cor do cabelo... E ao meu lado só um lápis e uma velha sensação: “A de que os confins do inferno possa ser a própria mente.” 
Allyne Araújo (06-04-2011).

p.s: escrito numa noite dessas, enquanto a Erica Ferro me falava sobre a banda de rock (acho que espanhola) Vetusta Morla.

segunda-feira, agosto 15, 2011


E hoje lá no GURIAS tem um Texto sobre desenho animados.. Vamos lá conferir?!

sexta-feira, agosto 12, 2011

Paixão antiga, realizada em um impulso..


      Ganhei o Gian em uma manhã quente de novembro, mas precisamente em 12/11/2008. Lembro que estava, como de costume, escrevendo logo abaixo da janela da frente, buscando algum tipo de inspiração entre as fendas de metal. Meu irmão do meio ouve então a campainha tocar, e o tal homem de blusa branca e boné vermelho a lhe perguntar umas informações a fim de confirmar o endereço. Já esperando por isso meu irmão me chama, sabendo que a responsável a assinar pelos papeis de entrega era eu. Todos muito curiosos, meus irmãos ficaram a observar enquanto eu, com tanta ansiedade, já não cabia em mim. Encostada na porta de entrada, vejo aquele tal homem atravessar a rua com uma caixa que para mim parecia imensa e pesada.. Engraçado, Gian chegou carregando no colo como um bebê, desejado há 12 anos! Dei um grito de felicidade: Ali estava ele! Ele! Rasguei tanto plástico e papelão, sem nem um pingo de paciência para esperar mais, contrariando o meu pai que falava da cozinha que isso não ia prestar.. Já sonhava com ele há muito tempo, mas nunca pensei que um dia fosse de verdade querer e ter um deste, aos meus seis anos eu só achava o instrumento interessante, nem eu e nem os meus pais achavamos que eu fosse gostar de verdade disso... Pura enganação e atraso... Então, não mais pelas fotos, o vi: Preto piano, com tarrachas brancas afuniladas em metal, simples, mas charmoso, tipo aprendiz, cordas de náilon, sem afinador embutido, mas perfeito! Um dos meus sonhos mais lindos acabava de ser realizado! Mais tarde naquele mesmo dia, fiquei sabendo que ele não era só de aprendiz, mas acústico também. Naquele instante nem me toquei com o fato de que tinha que procurar um professor de música, me preocupar com as juntas, a falta de calo e jeito dos meus dedos e mãos, fora tantas outras coisas que eu só entenderia depois do natal... No êxtase do nosso 1° momentos juntos, eu só vi a realização de um sonho que foi pedido impulsivamente no lugar de uma festa de admissão da faculdade, que só foi concebido dois anos depois, quando então eu tinha acabado de fazer 18 anos, 18 anos! A idade que já não me cabia, mas com o presente que me fez voltar aos 6..         

quinta-feira, agosto 04, 2011

Além

"Ela está a beira do precipício mais alto avaliando seus pontos fracos e fortes, cara a cara com seus anjos e demônios, pronta para dizer adeus e cheia de vontade de continuar (?). Fuma um cigarro como se este fosse a degustação final do seu prato de ontem, e sorri amarelo a brisa que insiste em carregar suas mechas de cabelos para trás, Fábio ainda a martelar em sua cabeça, e a dor a amagar o peito. Ele se foi e levou consigo as lembranças, o "bom dia" calmo e o beijo logo cedo pela manhã - Ah! amor por que você se foi? - Se pergunta entre lágrimas e olhos fechados. E sem mais pensar, totalmente entregue as emoções intensas, ela cria forças e se joga, lançando-se a descoberta de perder a própria vida e com a esperança de encontra-lo além túmulo e vida real."

Quando eu tenho as loucas de escrever essas coisas sinto como se não tivesse domínio próprio do meu lápis, quando corro os olhos pelo texto a fazer as devidas revisões me pergunto "de onde foi que eu tirei isso?". A verdade é que eu meio que achei este texto bobo e sem lógica, mas coloquei-o aqui só para me lembrar de que a   melhoria vem acompanhada de um senso de auto crítica, e busca de criatividade.

Acorda dona Allyne!!! Mostre serviço..