quarta-feira, setembro 21, 2011

.."Troco todos os meus planos por um beijo seu"*..


Eu bem que poderia ser a mulher que balançaria o seu mundo, e você o homem que me fizesse vincar raízes no chão.
Aquele a quem eu pudesse despir com um único beijo, e me levasse direto ao topo. Ao qual o leve pesar de um toque provocasse arrepios.

Sussurros e palavras quentes aos pés do ouvido, do caminho da porta até o quarto... Você me faz desejar cada coisa.

 .."E essa noite pode terminar bem".*

Luiza Possi - Eu espero.

domingo, setembro 18, 2011

A Metaleira Rebelde*


Depois daquele 1° de agosto de 2004 minha vida nunca mais foi à mesma. Era volta às aulas, as turmas estavam eufóricas com a possibilidade de novos alunos irem para suas salas. Foi quando eu a vi. Cabelos negros, olhos verdes (depois fiquei sabendo que eram lentes), bracelete de couro e pontas em um dos pulsos, jeans rasgados nos joelhos e nas barras, blusa extremamente branca e um arzinho de ser rebelde. Lembro de te sentido algo como reconhecimento, interesse e medo.

Eu não vi um pingo de preocupação em seu olhar enquanto as demais pessoas a fuzilavam com os olhos, acima de tudo ela era linda, o que abalou as estruturas das consideradas gatas da escola. Sentou-se ao fundo, abriu o caderno e todos se viraram para olhar a professora que “apresentava” além da “metaleira rebelde”, mais outros cinco alunos todos vindos da mesma cidade vizinha a nossa.

Os dias foram passando, a sala enturmando os novos alunos, “minha panelinha” puxando papo com a tal garota e eu até então sem lhe dizer nada mais do que “oi, bom dia”. Saia de perto porque tudo nela soava como confusão, e isso era tudo do que eu menos precisava naquele momento, pois minha situação escolar já ia de mal ao pior, obrigada.

Só que no meu doce plano de distância eu não contava com algo. Certa manhã eu estava sentada confortavelmente em minha cadeira rascunhado algo, quando ela parou a minha frente e perguntou se poderia se sentar ao meu lado, acenei que sim com a cabeça e vi, pelo canto do olho, que ela falava a verdade. Voltei de novo ao meu rascunho, e fui interrompida logo em seguida com um singelo pedido:

- Me empresta uma caneta? A minha deve ter caído no barco ou ficou com meu irmão.. Não consigo achá-la em nenhum lugar.
-Tudo bem. Azul ou preta?
-Preta, obrigada.

E lhe entreguei a caneta. Cinco minutos depois e lá estava ela falando de novo.

- O que você escreve ai?

Acho que resmunguei algo baixinho e respondi.

- É a letra de uma música.
- Hum legal! Qual é?
- Um velho rock inglês. Você não a conhece.
- Talvez sim – E pegou meu caderno sem avisar, e em seguida disse – Conheço sim, eles são bons. Não sabia que gostava disso.
- Nem eu. Mas minha mãe ouve muito eles.
- Pois sua mãe tem bom gosto.

E foi assim que eu conheci a metaleira rebelde que ganhou espaço no meu coração. Formamos um trio inseparável de amigas aquele ano, ela, a Rood e eu, que se seguiu até o fim do 2° ano. Eu também me ferrei ao fim do quarto semestre, fui para prova final em seis matérias, mas enquanto estava respondendo as provas escutava a voz dela e a da Rood do outro lado da parede gritando:

- Vai Allyne! Põe todos no chinelo, a gente acredita em você!

Eu sabia da sua fama e de todas as suas rebeldias, perto das dela as minhas eram fichinha, mas uma das coisas que eu mais admiro até hoje nela é o fato de nunca, em nenhum momento, cogitar a idéia de mal influenciar-me. Com ela eu aprendi a me impor, aproveitar a vida, rir de besteiras bobas, a ouvir rock (mas isso se acentuou com o André) e tomar coragem suficiente para ficar com um garoto na frente de toda a escola, a relaxar e esquecer-me de pessoas que não importam, entre outras tantas coisas importantes e bobas.

A ultima vez que a vi, ela estava se preparando para pegar o barco e segurando meu livro de inglês. Lembro que ela me deu um abraço e disse “até logo logo, se cuide até lá”. Aquela cena ficou gravada em minha mente para sempre. Depois disso eu nunca mais a vi pessoalmente, por conta de tantos contratempos e desencontros. Falamos-nos todos os dias pelas redes sociais, e pelo celular. Eu cresci e ela teve um filho, mudou-se de cidade várias vezes, mas uma coisa que nunca saiu do meu coração nem do dela e a forte ligação que nós temos. Podemos estar a milhas e milhas de distância, conhecer um milhão de pessoas, mas em nenhum momento apagar do coração nossa amizade, nunca, jamais. Porque “irmãs”, maiores e melhores amigas são eternas. 

*Texto dedicado a Bruna, minha “irmã mais velha” e uma das minhas maiores e melhores amigas. E 100% baseada em vida real.

quinta-feira, setembro 15, 2011

Bons ventos sempre te levem para o bem

Eu bem poderia dizer “olá, meu irmão! Como vão as coisas? Está tudo bem por aí?” e dá um monte de galhardas acerca dos horários dele que ainda não batem com os daqui. Ou até mesmo ficar escutando as coisas que ele diz sobre a cidade “aqui é lindo Allyne, você precisa ver!”, enquanto engasgo em lágrimas do outro lado da linha.

É, poderia me fazer de forte e lhe dizer “que demais!”, mas daí lhe perguntaria o tempo todo em pensamento “ta tudo bem? Ta se alimentando direito e dormindo bem? As pessoas estão sendo legais com você? Sabia que sinto sua falta?”... Tentando me convencer que ele não é mais uma criança a quem eu devo proteger a maior parte do tempo.

Bancar a forte na frente dos meus irmãos mais novos era (para mim) mostrar ter responsabilidade para com eles, mas é quando um deles resolve ir embora que você começar a perceber que de forte não tem nada. Eu estava chorando, metade das pessoas na rua pensariam que alguém tinha morrido, mas não era por outra pessoa, era por você. Aquela despedida mostrava tanta coisa, coisas que ficariam para trás depois que você seguisse em frente, novas histórias das quais nem eu e você iríamos participar. Parte de mim estava morrendo de saudades e a outra de felicidade por você.

Não é que eu diga minha nossa “você mais parece meu irmão mais velho!”, não que eu queira saber de tudo ou me envolver com tudo, ou que eu fique extremamente irritada quando a She se junta a você e começam a me zoar. Existem certos códigos dos quais vocês três nunca vão entender. Compreender que irmãs mais velhas não odeiam, mas sim sentem um grande amor disfarçado de “ódio”, um amor capaz de lutar contra tudo para não lhes ver chorar, porque é isso que eu faço por vocês, “mamãe trabalha, eu fico no comando”...

Eu não posso mais contar tantas coisas (tipo dizer que tomar banho de chuva não tem mais a graça de antes porque você já não esta aqui, ou que a mesma me provoca nostalgia), porque isso significaria outra crise de choro compulsório e minha cara ficaria tão vermelha que o Allex perguntaria se eu usei batom ao invés de blush para me maquiar... A gente só percebe e aprende a dizer “Eu te amo” quando alguém parte. Sim, Eu te amo (demorei a dizer, mas o fiz) te amo para sempre, sem data de validade ou devolução de amor... Feliz aniversário!  Se cuide...

Esse post é inteiramente dedicado ao meu irmão do meio. Amanhã (16/09) ele faz 18 anos (18! Significa que eu também estou ficando velha, ai ai..). Ele foi embora no começo deste ano, com o intuito de fazer uma experiência (entrou pro seminário).


domingo, setembro 11, 2011

A carta que eu deveria postar acompanhada de fuligem de vidro*


Não meu filho, eu nunca serei como você que se esbalda com as desgraças dos outros e descendo a lenha nas pessoas. Não, eu não me aproximo de ninguém com segundas nem quartas intenções malévolas.
Não adianta mandar indiretas né? Pois, agora eu vou te escrever tudo aquilo que eu já devia ter lhe dito e te colocar no seu devido lugar! Antes que eu me arrependa de descer tão baixo e tão ao seu nível, e ainda me sinta suja como as coisas que você faz.

Foi-se o tempo em que “seus súditos” tinham medo de você (Ô ser soberano!) e esperavam por sua aprovação. É bom que você saiba que uma vez quase acabou comigo, eu me vi no chão, ao ponto de fazer besteira, enquanto você se fazia de meu amigo e me apunhalava pelas costas.

Houve um tempo em que eu sentia inveja de todo esse seu poder que você acha que tem, mas que na verdade é vazio, não faz muito tempo mais hoje eu sei que é nulo! Mas eu lhe digo uma coisa (da qual eu nem deveria dizer, por achar que sua cara deve ser quebrada): Cresça! E não cresça só na altura e no ego não! Cresça! (filho da mãe) porque quem cresce tem verdadeiras obrigações e não tem tempo de ficar vigiando a vida dos outros e criando fuxicos acerca dos demais! Cresça e evolua e deixe a minha vida em paz! (cretino dissimulado e verme!).

As pessoas dizem que não existe inimigo pior (eu digo melhor) do que um escorpiano (a). Eu nunca precisei usar “minhas forças” para amedrontar e nem ameaçar ninguém, porque explosões a parte, eu sempre procurei viver bem com todo o mundo e não fico queimando pessoas pelas costas, muito menos usando do meu “veneno” para baixar a autoestima delas como você faz, e nem adianta dizer que não é, porque eu sei que é verdade. Mas você fique sabendo de algo: Se eu lhe deixei até agora vomitar coisas sobre mim é porque eu tinha respeito sobre o que nós tínhamos, sentimento esse que eu acho que você nunca teve, mas agora fulano você irar se vê! Ah vai...

Jamais vou interferir na sua vida como você tenta se enfiar na minha, pode ter plena certeza disto. Porque, meu caro, eu tenho coisas muito mais importantes e melhores para fazer! E não te devo satisfações da minha vida pessoal. Com quem eu ando, durmo e saio é problema meu!

Fique certo de duas coisas:

1ª você ainda vai escutar poucas e boas da minha boca. (ah vai!)
2ª Você mexeu com pessoas por quem eu tenho grande apreço, e (lentamente, doce como mel) Tu vai perder o ar da graça de te feito isso a elas. Pode anotar e esperar!
Até nunca!

P.s: Você não vale a ponta do meu lápis nem a postagem dos meus selos!

Peço desculpas por vocês lerem isso também, mas o fulano da carta merece! bjoo!

* Inspirada na expressão da Ana, mas bomba eu também (ainda) não sei fazer.. Rs.

quinta-feira, setembro 08, 2011

Sobre violão..


Uma dica interessante que dou para quem deseja aprender a tocar violão é:

A melhor fase é aquela que parte da faixa etária dos 5 aos 15 anos, porque é a época, digamos assim, em que a mente trabalha mais rápido e processa mais informações, bem como absorve tudo sem cortes. O corpo humano também se encontra no auge de toda a sua flexibilidade, por isso que certas atividades envolvendo a dança e a ginástica são melhores aproveitadas e desenvolvidas antes da idade dos 16.

Para as crianças é como se todo esse esforço soasse como diversão, elas possuem um “Q” de curiosidade e querem experimentar, inventar, entre outros, é como se fosse à mesma coisa de brincadeira ou jogo. Para a música, muitas vezes, isto ocasiona uma assimilação de sons quase perfeita, e há pesquisas que dizem que a mesma auxilia até nos estudos dos pequenos.

Mas assim como qualquer atividade a ser aprendida, tocar violão (ou qualquer outro instrumento musical) implica em seis elementos fundamentais: atenção, força de vontade, disciplina, aceitação do erro, tempo e dedicação, sem isto você pode até aprender, mas não irar conseguir muito progresso com aquilo que almeja, neste caso tocar.

Para aqueles que já passaram da faixa dos 16 e que sonham em um dia fazer música, eu lhes digo que não precisam se sentirem desmotivados pelo que foi dito acima. Entre 16 e 18 anos as juntas das mãos começam a endurecer, e isto acontece porque o corpo em si passa avançar para o estágio da resistência e solidificação. A agilidade dos dedos neste caso fica um pouco menor e causa certo desconforto na pressão das cordas, posicionamento do instrumento e troca de notas, entretanto nada que um pouco de prática não transforme, porque “nada é impossível, quando se quer verdadeiramente algo”.

O tamanho do instrumento e as cordas também influenciam a escolha de um bom violão para iniciantes. Os elétricos com corda de aço são mais indicados para os profissionais e “estudantes” avançados, pois acarretam um grau maior de pressão e habilidade. Por isso a maioria dos professores indica as cordas de nylon (se parecem com linha de pescar, só que com numeração acima de 50), elas são melhores de manusear, não cortam os dedos e provocam um desconforto menor em relação à primeira, mas o som é mais baixo porque, claro, são mais utilizadas nos violões clássicos.

Vale lembrar que os modelos e tipos de violões são bem variados no mercado, há os Clássicos, 7 cordas, folks, 12 cordas e os Cutway, bem como muitas marcas, umas bem conhecidos e outras nem tanto. Quando você for à procura do seu esteja munido de informações ou leve um conhecedor deste assunto, porque ele poderá lhe ajudar na escolha de um bom instrumento, com boa afinação, identificar defeitos, e, sobretudo, empenações, coisas que se não forem bem observadas na hora da compra podem ser fruto de dores de cabeça no futuro.

Outra coisa bem importante é que não adianta só gostar de música. Quando você decide aprender um instrumento automaticamente terá que estudar música, cifras, voz e etc. e aprender a realmente ouvi-la e dela retirar sons. Os especialistas chamam isso de treinar os ouvidos, o corpo e educar a mente. E não dá também para conseguir um bom trabalho se você não se apaixonar e não estiver 100% entregue a isto, porque quem irar comandar o som é você, seja com uma banda, orquestra ou outra coisa, e isto fica ainda melhor quando podemos sentir o entrosamento entre o interprete – som – e público. Daí feito isso, mande ver!


Imagem do blog: http://vozativamadrigal.blogspot.com