sábado, julho 30, 2011

Pronto, Falei: “Vendo a vida pela escada”


"Quantas vezes você quis fugir, brincar de perfeição e esquecer tudo que passou e seguir em frente sem passado, fotos e recados de amor eterno?
Quantas vezes se arriscou e até brigou por defender aqueles devaneios em que lá no fundo nunca acreditou?
Seus amigos se foram, as pessoas que você acha que adora estão a Km de distância e tudo que você mais acreditou que fosse o certo na verdade é uma trama.
Quem estava ao seu lado quando você mais precisou? Quem te conhece melhor do que você mesmo e sua mãe? A quem você recorre quando a noite é longa e fria demais? Em quem você pensa quando olha o céu noturno repleto de estrelas?
A crise de meia idade chegou mais cedo e você entra em pânico porque até agora o homem perfeito não bateu a sua porta e os semideuses não são lindos de morrer como é na TV ou em seus sonhos mais fantasiantes.
E você começa a se martirizar que deveria ter curtido mais, se arrepende porque se entregou demais e porque abusaram da sua paciência e bondade quando você nada mais era do que bobinha, sem enxergar nada além do que amor, amor e amor.
Caia na real! Os fuxicos existem, Lobo mal é um ser predador que pode ser domado, Chapeuzinho não é uma santa e as Vovós já não ficam mais deitadas numa cama esperando a morte pelo Sedex. “O Príncipe encantado” trocou de time, se casou ou não quer nada sério com você, “Shrek” é feio e sem educação, mas que em compensação foi o único entre tantos outros pomposos reis que teve coragem suficiente para amar “Fiona” como ela realmente era e não pelo titulo que ela ostentava em “Tão, tão distante”.
Dê um tapa em si mesma e comece a perceber que você não pode sobreviver aos fatos e a vida como se eles fossem os piores do mundo e colocar todas as pessoas, sem antes passá-las em uma peneira, em um pedestal. Você não tem que assumir uma postura 100% egoísta e se isolar de tudo e de todos, porque temos que tentar compreender o universo dos outros, mas não precisa cometer o erro de se apaixonar perdidamente pela casca ao invés de procurar enxergar a essência alheia, deixar de ser sonso e ir ao fundo e não só até a contra capa das coisas.      
Acima de tudo você precisa parar de ser lamentar, de procurar erros, se comparar aos demais e viver a vida em “Stand by”. Internalizar que é bom ser sensível, mas ter senso crítico, que é bom amadurecer, mas não perder a criança interna, e que amor quando é amor é tão forte e livre de sentimentos ruins de pose que você terá forças para deixá-lo partir quando os círculos se findarem, e ter a certeza de que péssima ou ótima  a vida é para ser vivida e não estragada a toa como um pote de leite mal armazenado.    

Breve inspiração com os poemas: "Filtro solar" de Mary Schmich (Interpretado no Brasil pela 1ª vez por Pedro Bial no dia 01/01/2003, “Fantástico”), e "Minimamente feliz" de Leila Ferreira, disponível no blog "Alguma coisa a mais pra ti ler". "

terça-feira, julho 26, 2011

Só pra avisar a vocês que todas as Terças - feiras eu estou escrevendo logo ali no Gurias ...
beijooo e se cuidem!!!!
Vou a praia curtir minhas férias merecidas e moscar ao sabor da brisa.... ai ai.. 

sexta-feira, julho 15, 2011

Mas uma parceria (essa já estava no banho maria a quase um ano, pórem..), direto do Msn e Word (porque o PC dela tem algo contra os meus PDFs) a primeira parceria minha com a Ana Seerig (Algo mais pra ti ler/ Gurias arretadas)... Espero que gostem!


“Intrínseco”
Ana Seerig
Allyne Araújo
15/07/2011.
"Às vezes eu penso que não conseguirei suportar o peso do mundo em minhas costas. As pessoas me cobram algo que eu não posso dar e me encaram como se eu tivesse todas as soluções e possíveis respostas. Num minuto eu estou cheia de gente aos meus pés e, num segundo, nada desse tal poder existe e eu sinto como se vivesse um dia de cada vez, sem nada especial.
Não sei se é o mundo que espera demais de mim ou eu que espero demais dele. Gostaria que as pessoas entendessem que, por mais que eu tente, não consigo satisfazer a todos nem resolver os problemas do mundo. Me sinto mal ao ver problemas que me angustiam e que eu adoraria resolver e não posso, mas me sinto pior ao perceber que as pessoas esperam que eu os resolva sem perceber que eu não posso.
Às vezes me sinto sendo a super heroína de HQ, cheia de super poderes e visão de raio-x, eu falo sério quando digo que nada me escapa,e eu respondo a tudo com indiferença, mas é a forma evasiva que encontrei para não me deixar levar. Meu egoísmo é o que mais me assusta nesta vida e o que mais me mantém em mim.
Eu tenho me acostumado a ouvir sempre a frase "vc é especial", ultimamente vejo isso até em outdoors, mas de que adianta ouvir se o que sinto em mim não é nada de tão raro? Nada de tão raro ao ponto de parecer que eu nada mais tenho do que 20 anos de uma existência comum?
Como eu posso me sentir especial se ajo do modo que acho que todos agem? Não vejo nada demais em fazer algo simples que ajudar alguém, e não acho que a falta de capacidade de resolver certas situações me torne diferente. Se por vezes acho que me dedico demais aos outros, em vários outros momentos eu me sinto extremamente egoísta incapaz de dar maior atenção a quem precisa de mim. Eu adoraria sair correndo pra ajudar pessoas que acho especiais, mas também adoraria gritar "Hey, mundo, eu não consigo! Não me cobre algo que eu não posso fazer!
Então é isso, eu não posso me isolar do mundo como eu pensaria que pudesse. As pessoas continuarão a precisar de mim e eu de todo esse poder que elas me depositam, sendo ou não responsável elas acreditam que eu sou capaz, mas o que de nada posso esquecer é que preciso confiar em mim acima de tudo, mas que também não posso me torturar pelo que não posso fazer, me cobrar pelo que está fora do meu alcance.  Eu preciso saber os meus limites, sem esquece de fazer o meu melhor. Toda heroína tem seus belos finais, entretanto também a seus dias de “eu preciso de um tempo para pôr a mente em ordem”. 

+++++++++
Esse daqui foi escrito para a Ana a dois meses atrás... Pra tu fofa, beijoooo!!!!

“Três Mil”
Allyne Duarte Araújo
Abril/2011
Especialmente para Ana Paula Seerig.
As três mil linhas seriam algo como ir daqui a Miami, a Los Angeles ou Barcelona. Não teriam sentido sem uma essência comum. 
O que poderia escrever em linhas, a não ser sobre o céu e as montanhas?
Um metro e meio, três km, um dia, três mil anos... As três mil linhas seriam apenas um monte de palavras sem sentido, sem foco ou pura alienação.
O que você gostaria de ler poderia estar dobradamente equivocado ou sem nexo.
E sendo honestamente franca, hoje eu não sei o que escrever. O que ter de interessante a te contar. E as três mil linhas se perdem no asfalto como as palavras digitadas pelo teclado...
Não, não me chame de louca ou poetisa ruim, nem sei se estou escrevendo bem ou tão mal assim.
Então, em que consistiriam as linhas: do horizonte, do caderno, do céu e do mundo ao nosso redor?
As três mil linhas teriam sabor de trópicos?
Do equador a capricórnio?
Da Antártida a América do sul?
Lanço um longo olhar pela janela a minha frente, como forma a procurar palavras e inspiração...
As três mil linhas estariam soltas por aí... Como forma a voarem de volta para você. E eu estaria aqui apenas a te escrever besteiras das quais você insisti em ler. 

sábado, julho 09, 2011

Hoje: Viver!

Bem, para que me "chefinha" (cof, cof.. Dou um doce pra quem adivinhar! Rs..) não me tire o couro, e não me cobre por uma atualização nos próximos dias, aqui vai para vocês a primeira parceria minha com a Bárbara Farias  saindo do forno! Vale lembrar que nós duas, juntamente com a Erica Ferro, Ana Seerig, Rebeca Postigo e Dayane Pereira estaremos lançando/entreiando o Blog Gurias Arretadas! Não deixem de ir lá conferir.. Beijos meus queridos e até logo mais, se cuidem!!!

Hoje: Viver!

Bárbara Farias e Allyne Araújo.

09/07/2011



Dia passando devagar... Quase parando. E eu enxergo que é preciso viver um dia de cada vez neste mundo disperso do qual tudo passa muito devagar ou rápido demais.



É preciso ser e sentir. Esquecer as aparências, as evidências do passado e seguir, às vezes, até sem rumo, mas prosseguir. E quando achar a estação certa, parar e aspirar sobre tudo o que há no dia - lugar, pessoas, cores, cheiros, sabores - não deixar que nada escape dos olhos e dos sentidos. Como se olhasse para as coisas de forma a vê-las pela primeira ou última vez, tentar aspirar dos segundos os milésimos mais preciosos e dos quais fazem todo o sentido ou um medo maior.



Que haja coragem e despudor para conhecer o novo e usufruir do mesmo. Prender-se nos detalhes e ao mesmo tempo ignorá-los se assim preferir; resgatar o que há de bom em tudo o que se pode ver e admirar.

Que haja sensibilidade para notar todas as formas de beleza mesmo quão diferente e perturbadora seja. E a beleza, neste meio termo, é o que surge da capacidade de se deixar levar, de se tornar sensível e um ser terno aos olhos do que é tão sublime.



A vida é como uma partida de xadrez aonde nunca se sabe qual será a próxima jogada; podemos até antecipá-las e brincar de adivinhar o futuro; mas que graça terá se todos os passos soubermos? Entendo que tudo deveria partir da contemplação, da arte de se deixar observar, da pequena essência de que o hoje seja o agora, e de que o mais importante é esse momento.



Então deixe que o tempo corra e quando a sensação de que a vida está se esvaindo entre os dedos, abra os olhos, a mente, se abra para o mundo! Esteja em qualquer estrada perdido, pare e busque outro caminho, novos horizontes, dê direção ao que quer. Refaça os planos, reconstrua os sonhos, se dê novas oportunidades de viver. Consuma vida e se inspire!