terça-feira, novembro 29, 2011

Ah se eu pudesse pôr minhas mãos em vc...


Conversa de Lyne para Nine (Digamos meus dois "eus")

- Eu e você já conhecemos essa sensação de 360°
graus abaixo do chão.

E nada vai passar,
remédio algum irá provocar esquecimento,
e dessa vez pessoas não são a solução.

Então, segure firme, e faça de conta que tudo vai ficar bem...
Ah! E não aperte o gatilho!
Dessa vez nada de suicídio e tentativa de cortes.. Ok?

- Ta, tudo certo.  

- Você vai se sair bem... E logo tudo acabará.

- É, mas eu ainda mato quem inventou a expressão “tirar couro dos outros”...

*Eu tô estressada, estressada.. Es-tres-sa-da!
Por isso, só visite o Gurias Arretas e fique por dentro do sorteio de fim de ano que ta rolando por lá!

quarta-feira, novembro 23, 2011

Lobo da Estepe

Há tempos que quero mostrar isto para vocês! Mas pela Rita a gente não mostraria, é que ela é tímida gente. Perdoem-a por isso. Para quem não sabe "Lobo da estepe" é uma música da banda gaucha Cascavalletes e foi-me apresentada pela a Ana Seerig numa das suas primeiras cartas, e caso vocês queiram detalhes, eu lhes convido a ir até o blog dela: Alguma coisa a mais pra ti ler, pois lá tem muita coisa sobre essa banda e outras!

Bom, aqui a música original, que eu, pelo menos da minha parte, acho linda, bem como "sob um céu de blues", mas essa fica para depois:


Essa daqui (a minha voz tá horrível!), é tentando pegar o tom... Essa eu mandei para Ana, e depois me arrependi!!!!! Jesus!


E, essa sim! Na voz da Rita. Linda e maravilhosa:


Só para avisar: Ontem eu estive viajando lá no Gurias com acampamentos, e também no domingo com a Rebeca Postigo. E hoje também com outro conto lá no blog dela! Não deixem de ir lá ver..

Bom, é isso... Beijo pra vcs!!!!!

P.s: É bom que se saiba: Eu não sei cantar! E quem toca o violão é a Rita. 

quinta-feira, novembro 17, 2011

“She & He”


Allyne Araújo

Ontem eu estava sob um céu de luzes e no lugar perfeito. Tudo era lindo e de bom gosto, mas enquanto se cantava a paz, eu via a mágoa nos olhos dela; e nos olhos dele, aquele velho ar indiferente. Eu não sabia o que eram contradições, mas ali eu pude ver claramente o que poderiam ser.

Ela não podia simplesmente esquecer as faltas dele, muito menos fechar os olhos para os erros que ele cometera para com ela. Ela não é do tipo que ignora o que arde dentro de si. Só havia algo nele que a incomodava mais do que qualquer falha que ele já cometera ou poderia cometer: o jeito aparentemente frio que ele adorava adotar quando ela mais precisava de calor e compreensão.

E tudo perdeu momentaneamente a graça pelo fato de que o mundo tinha que girar ao redor dele, ela é quem deveria entender isso. Ele apenas fingia que não escutava e que não sabia das coisas que a faziam feliz.

O mundo girar em torno dele não era o principal problema. Ela nunca foi mesmo de exigir papel principal nas raras peças das quais participara. Ela só queria que ele parasse um pouco de fingir não enxergar os seus desejos e que finalmente trabalhasse em prol da realização dos mesmos. Ela nunca pedira demais, e ele sabia disso. Tudo estava ao alcance dele. Bastava que ele engolisse o orgulho, tirasse a capa da indiferença e a abraçasse daquela maneira que ela tanto gostava. Quando ela estava nos braços dele, inexistiam problemas e tudo que não a fazia bem.

“Por que era tão difícil mudar algo? Por que ele era assim? Por que eu exijo tanto de nós dois?” Ela se questionava e investigava em si as causas destes problemas, mal sabendo que ele ainda pensa nela do mesmo modo que antes, que tudo entre eles ainda é completo.

O que ele tem é medo de admitir que está assustado, que as novas mudanças também o afetaram e que este é o único modo pelo qual ele aprendeu a se defender das adversidades que os cercam. É difícil sobreviver a uma crise, porém mais complicado é abrir mão de toda uma série de sentimentos por uma situação mal resolvida.  

Que se sabe que nada mais é do que superficial, pois não se prende ao mundo do coração. Que tudo, por mais grave que seja, quando é realmente importante, sobrevive aos conflitos e às desavenças mais ferrenhas.

P.s: Todo, com exceção do ultimo parágrafo, escrito via sms. 

quarta-feira, novembro 16, 2011

O quê que há chefinha?*


Eu odeio a forma como você me entende nas reais circunstâncias em que estamos e o modo como você diz não dizendo sim. Sem falar da maneira que você tenta me convencer do contrário e de me chamar de enroladora de cartas.

A seriedade com que encara as coisas e me leva a sério, mesmo que eu esteja só brincando. E das influências musicais que você exerce sobre mim, sem falar da sua resistência a sms’s. Olhe pelo lado bom, a base de toda esta ironia: Nós quebramos o ideal de que “não daríamos certo” **, nem em casos profissionais. E o que somos agora? Amigas.

Mesmo estando a km’s de distância, se comunicando por e-mail ou cartas. Você consegue sentir o bem que faz a mim? 

Se partirmos do princípio da admiração, eu admiraria vários aspectos, mas o mais importante deles seria essa tua capacidade apaixonante de sempre querer fazer o útil, de procurar não desistir de certas pessoas e pontos de vista, lutar pelas coisas em que acredita e defende-las, sem, contudo, esquecer quem és.

Pode até pensar que eu estou exagerando, porque eu sei que é isto que você irá dizer, além é claro de repetir “Eu não sou assim não” ou “que eu não tenho coisa melhor para fazer”, algo parecido com isso. Entretanto, se você consegue me compreender, eu consigo-te “enxergar”, e o que eu vejo pode até me tirar do sério, mas não me assusta. Porque pode até não parecer, porém, nossas histórias são muito parecidas, embora não sejamos exatamente iguais, e eu tenho na minha janela uma palavra dedicada só a você.    

*Inspirada em Pernalonga/Warner Bros.
** Segundo alguns astrólogos, Áries e Escorpião quando juntos
“precisam” de um advogado para quase tudo na vida.

Poucas pessoas sabem, mas a Ana é uma das minhas melhores amigas, e nossa amizade não se limita ao mundo virtual. Pelo contrário, ela esta muito além de gigas, megas bytes e km’s. Pois só o que é para ser sério consegue sobreviver hoje em dia. E nós nunca brigamos, mesmo eu merecendo uns tapas por ser lerda demais para com as respostas de suas cartas. Também pondera uma briga com esta guria não seria só uma pequena treta, seria uma “guerra”.

Fazer textos com ela é, até o momento, algo incrível! Eu não consigo explicar como é que a sintonia é tão perfeita e como ela consegue ir fundo nas minhas idéias, eu não vou dizer que consigo ir às delas, porque não sei se de fato consigo este feito. Esta sintonia exata só me aconteceu duas vezes em outras parcerias, e uma delas foi com a Rita.

A “menina velha” que parece ter os mesmos apelidos que os meus, é muito mais do que especial. Pois a partir do momento que ela me cativou passou a ser parte da minha essência, e não se fala mais nisto, porque eu não irei explicar coisa nenhuma. Aliás, certas coisas não precisam de explicação.

P.s: Eu até disse a Erica que não faria outra homenagem para a Nana, por já ter feito umas três (eu acho), mas não resisti. Vou tentar dizer que esta é a ultima, por enquanto. Rs

P.s2: Seja homem, ou seja, mulher, sendo meu/minha amiga (o), não importa. Será homenageado (a) do mesmo modo apaixonado e verdadeiro, sendo aqui ou “lá fora”, pois este é meu tratamento dado aos melhores. Pouco importando as crises de ciúmes que isto gera entre os demais. Porque amor comigo é assim: É intenso! E eu tenho que sentir reciprocidade.  Pronto, falei. Rs

 Gata Maluca/TNT:
 Meu erro de retira-los do meu mp4 foi devidamente reparado. 

segunda-feira, novembro 14, 2011

Inspiração


Todo escritor necessita de “seis” coisas para sobreviver: Paixão, contradição, direito ao erro, dor, raiva e mente aberta, e por vezes se dá o direito de ser bipolar, tripolar talvez. Eu acho engraçado quando tentam analisar minha escrita por mim mesma ou vive e versa.  Por não conseguirem realmente ir a fundo ao que eu quero dizer, pois a chamada de atenção se resume a: “Explique isto”, “faltou vírgula”, “erro de concordância” ou outras besteiras incompletamente estéticas.

“Meter-me” com português é um desafio. Um desafio do qual eu poucas vezes ganhei, e olha que ganhar da matemática é fácil. Porém, eu não nasci para nenhum dos dois. E isto não é algo pelo qual eu lamento, pelo contrário, é uma carta de liberdade.

O vislumbre me causa o furor. Por dois motivos: Sinal de que compreenderam; E pena que fica só por isto mesmo. Meus textos não são para ser lindos, mas sim sentidos, provocativos e causadores de reação com direito a múltiplas interpretações, tais como minhas confusões, metáforas e ferramentas dúbias das quais nunca buscam uma única definição em objetivo.  Se for para entender, seria mais ou menos assim: tem que soar como música, ser misterioso como o céu noturno e gerar expectativas como um sol nascente.

Minha rebeldia não se resume mais a vestir roupas rasgadas e responder mal as pessoas. Mas sim a nunca me contentar, em jamais aceitar um único caminho, em ser imprevisível e nunca parar de sonhar, mesmo que as nuvens estejam altas demais. E tantas outras coisas das quais eu estou redescobrindo.

Eu sei que ainda tenho sob a cabeça aquele breve sinal de interrogação: “O quê é que você quer com sua vida?”, e que escrever nunca foi um talento, embora eu tenha herdado de traços familiares, mas sim uma inspiração. Que surgiu do nada e que para o nada um dia voltará. Eu só espero que não tentem despedaçar meu coração, pois é neste que esta a minha voz, já os meus poemas seguem rabiscados em algum caderno por aí, meus filhos e netos deverão se ocupar deles depois, porque não cabe a mim me imortalizar.


*Dedicado a Nataly Lopes/Minha primeira “mentora”;
Di, minha Maa/A “causadora” de tudo isto.
Xico/Meu orientador e grande incentivador na  escrita .


Música: Eu, não/Luiza Possi. 

quinta-feira, novembro 10, 2011

A outra vontade..



Shiii... Eu sei que sou sensível e o quanto gosto de abraço, mas as paredes têm olhos e as pessoas máquinas digitais... Reconheço o esforço que faço para resistir. Todavia, eu tenho que manter minha pose de forte compenetrada.

... Mesmo que a vontade seja outra.




Lembranças a: Detonautas/ O inferno são os outros 
- Erasmos Carlos/ Minha fama de mau.

Imagem do site|: http://www.cenasdecinema.com

sexta-feira, novembro 04, 2011

Egoísmo


Eu quero mais é que se exploda, se rasgue e que se esqueça! Dramas de amor mal resolvido que sempre acabam em crises de ciúmes insuportáveis. Esqueça das coisas lindas que eu te disse, eu amo e isto é verdade, mas me prender jamais! Porque tudo que eu sinto é para ser escancarado, mesmo que eu me arrependa e queira esquecer. O primeiro lugar importa a mim, o segundo é o mais complicado:

“Se todo alguém que ama
Ama pra ser correspondido
Se todo alguém que eu amo
É como amar a lua inacessível
É que eu não amo ninguém”...

Porque, eu sou egoísta. Ao ponto exagerado de querer que tudo seja do meu jeito. E reclame como quiser, mas é assim que eu me cerco, é disto que eu vivo:

“Pensei em te dizer
Que eu nunca cai
Nas suas armadilhas de amor”...

Você sempre me cobra algo além, e esquece que minha vida não é de ninguém. Ninguém que possa importar mais do que o necessário, mas do que o que você não consegue dizer:

“Se ninguém pode saber
então por que você não faz um diário e guarda?
E depois que tudo acontecer
Você verá que nós dois viramos nada”...

E cada vez que eu me despeço percebo que é exatamente isso. Vou deixar de me importar, vou dar um tempo. Porque é sua vez de ir atrás e se achar no direito de reclamar o meu amor:

“Ah, por favor, não vem me explicar
O que eu já sei, e o que eu não sei.
O nosso jogo não tem regras nem juiz”...

 E quem te disse que o amor não é egoísta? Pelo menos eu sou. 



Com trechos de:
Barão Vermelho/Não amo ninguém;
Capital Inicial/A sua maneira;
 Canastra Suja/Diário;
 Os Paralamas do Sucesso/Me liga.


Meio  um pouco  o que  "Mor Benzão" escreve lá no blog dela, mas sem intenção nenhuma de copiar. 

terça-feira, novembro 01, 2011

"Tocha humana sem medo algum de dizer o que pensa"



Nunca gostei de expor meus amigos mais do que o necessário, no entanto sempre gostei de demonstrar o quanto estes são especiais para mim, ao seu modo e manias. Falava com a Érica Ferro sobre isto e minha compulsão por homenagear as pessoas que eu amo, assim como a idéia de retornar com a “Série Homenagens” no meu blog. E retornei: 1° com a Ana, 2º com meu irmão, 3° com a Bruna, 4° com a Rita, e 5° com meu Mor Benzão, e já falei sobre alguns dos meninos em outras ocasiões. E

Já que falamos na Érica... Poucas pessoas sabem, mas nós duas tivemos uma “briga”, uma das quais eu classifico como das maiores que eu já pude esta envolvida. Não porque partimos para agressões extremas e palavrões, mas porque meu caráter estava em jogo e também o jeito sincero da Ericona de ser. Eu me chateei e cheguei a chorar, e ela não ficou legal. Claro que eu dei motivos para que isto acontecesse e as besteiras surgissem de ambos os lados, e precisamos da Ana para apaziguar os ânimos.

Mas moral da historia: Eu ganhei uma grande amiga. Amiga esta que me sacudiu até quase uma crise, mas que me fez perceber a forma que eu estava encarando certas coisas e superficializando julgamentos absurdos. Discutir com ela foi desgastante! Até porque eu fiquei sem palavras e ela com um ar de Ferro. Mas o resultado final foi longe de qualquer expectativa.

Por quê? Porque de todas as pessoas que eu conheço que normalmente não tem a menor coragem de se mostrar como são, ela foi completamente o contrário. Eu não me apaixonei pelas palavras dela, mas pela pessoa transparente, direta e cheia de personalidade que ela é, e foi preciso a gente “ir no tapa” para que eu enxergasse isto.

Eu sei que a gente não esta livre de outros embates, até porque eu sou como um vulcão adormecido e imprevisível que não mede as palavras e a Érica é como uma tocha humana sem medo algum de dizer o que pensa. Porém, caso isto aconteça de novo, eu tenho a certeza de que jamais deixarei ela se afastar de mim, por quê? Porque eu amo ela exatamente assim: Doida, devaneada, descarada e explosiva. Arretadamente Rock and Roll!!!


Come as you are/Nirvana – Porque eu sei que ela gosta dessa!!!!! rs